Recordar tempos idos... Falar do presente, também. E até, de quando em vez, arriscar vatícínios. Em vários domínios e não só no da política...
terça-feira, 11 de fevereiro de 2025
ATIVIDADES DO CÍRCULO MARIA ARCHER (2021/2022
Janeiro/março 2022
HOMENAGEM A MARIA ARCHER NA CIDADE DO PORTO, NO 40º ANO DA SUA MORTE
A 23 de janeiro de 2022 completaram-se quarenta anos sobre a morte de Maria Archer, uma efeméride que foi comemorada, no Porto, pelo Círculo de Culturas Lusófonas Maria Archer, de janeiro a março, com uma programação de atividades focada nas múltiplas facetas da sua obra, e na sua vida, repartida no espaço da lusofonia, num constante cirandar entre realidades culturais de que se tornaria intérprete e mensageira privilegiada.
Os eventos presenciais - uma Exposição de pintura de homenagem a Maria Archer, comissariada por Ester de Sousa e Sá, e o Ciclo de Colóquios, organizados por Maria Manuela Aguiar - foram realizados no Gabinete da Biodiversidade - Centro de Ciência Viva, de 22 de janeiro a 31 de março, com a ativa colaboração de Maria João Fonseca e dos funcionários do seu departamento.
Os colóquios, subordinados ao tema "Maria Archer, Eu e Elas - mulheres que irromperam no mundo dos homens", sucederam-se, com periodicidade, em regra, quinzenal, ao longo do tempo de abertura ao público da Exposição de Homenagem a Maria Archer, e constituíram oportunidade de reflexão e debate sobre percursos de vida de mulheres portuguesas que foram precursoras em diferentes áreas e se tornaram modelos femininos de interagir,
criativamente, no espaço público.
O Colóquio Internacional "MARIA ARCHER E OUTRAS MULHERES DE REFERÊNCIA E DE (IR)REVERÊNCIA, uma parceria entre o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa e o Círculo Maria Archer, projetado de início, para a Galeria da Biodiversidade, decorreu exclusivamente "online", a 22 de fevereiro, e reuniu investigadores portugueses e estrangeiros dedicados ao estudo da obra de mulheres portuguesas que se destacaram no panorama das Letras e Artes e nos movimentos proto feministas e feministas, de finais do século XVIII aos nossos dias, com o seguinte programa:
Mesa 1 | 10h30 -12h30 Moderação: Rosa Simas (Universidade dos Açores)
• Maria Luísa Malato (FLUP - ILC), “Catarina de Lencastre e o tema da guerra no limiar do século XIX”
•Cláudia Pazos- Alonso (Univ. Oxford - ILC), “Onde se lê ‘feminismo pioneiro’... leia-se Francisca Wood”
• M Luiza Taborda (FLUP - ILC), “Ana Plácido e uma cela só para si”
• Ana Costa Lopes (Univ. Católica-CEPCEP), “Elisa Curado: uma progressista em tempos de cólera”
Mesa 2 | 14h30 - 16h00 Moderação: Maria de Lurdes Sampaio
• Ana Paula Ferreira (Univ. Minnesota) - “Discurso imperialista e posicionamento anti-colonial: Maria Archer (1935-1963)”.
• Ana Paula Coutinho (FLUP - ILC), “Maria Archer: deslocação e (in) conveniência”
• Elisabeth Battista (UNAMAT) Da dominação à resistência: percurso de Maria Archer
Mesa 3 | 16h30 - 18h00
Moderação: Cláudia Pazos-Alonso
• Isabel Pires de Lima (FLUP - ILC), “Mulheres na Revolução: das Três Marias a Agustina”
.• Márcia Oliveira (Univ. Minho/CEHUM), “Womanart: Mulheres, Artes, Ditadura”
• Deolinda Adão (Univ. Berkeley), “A audácia de escrever: uma abordagem da produção literária feminina”
Comissão Organizadora: Maria Manuela Aguiar, Nassalete Miranda (CMA), Marinela de Freitas e Lurdes Gonçalves (ILC)
EXPOSIÇÃO DE PINTURA DE HOMENAGEM A MARIA ARCHER
CICLO DE COLÒQUIOS "MULHERES QUE IRROMPERAM NO MUNDO DOS HOMENS"
Sessão de Abertura, sábado, dia 22 de janeiro
1º Colóquio - 16.00 - 17.00 Moderação: Nassalete Miranda (CMA)
Conferencista Deolinda Adão (Universidade da Califórnia, Berkeley): “Sussurros de vozes no silêncio – o caso de Maria Archer”
Exposição de Pintura, 17.00-18.00 Apresentação: Ester de Sousa e Sá
Artistas plásticos: Aquilino, Balbina Mendes, Cláudia Costa, Constância Néry, Do Carmo Vieira, Elizabeth Leite, Ester de Sousa e Sá, Gabriela Carrascalão, Mafalda Rocha, Maria André, Norberto de Abreu, Sílvia Vale.
Todos os pintores foram convidados a falar da sua relação com Maria Archer, tal como a expressam nas telas.
2º Colóquio - 2 de fevereiro, 16.00.17.30 Apresentação Mafalda Roriz
Graça Guedes - Presidente da Associação "Mulher Migrante", a primeira mulher a fazer o doutoramento em Ciências do Desporto e a tornar-se professora catedrática nesse domínio, em Portugal, depois de ter sido campeã nacional e jogadora da Seleção Portuguesa de Voleibol. A apresentação foi feita por Mafalda Roriz, uma das jovens que orientou num domínio outrora coutada masculina.
3º Colóquio, 16 de fevereiro 16.00.17.30
Comunicação de Nassalete Miranda sobre "Agustina na terceira pessoa"
Agustina Bessa Luís na sua veste de primeira Diretora de um grande jornal nacional, o Primeiro de Janeiro, nas palavras de
Nassalete Miranda, que seria, por uma década, sua sucessora nesse cargo, e é, atualmente, Diretora do Jornal "As Artes entre as Letras".
4º Colóquio, 9 de março, 17.00-18.30
Por altura do "Dia Internacional da Mulher", em parceria com a Associação de Antigos Alunos do Liceu Rainha Santa Isabel, uma homenagem às primeiras mulheres eleitas democraticamente para o Parlamento, em 1975, na pessoa de Amélia de Azevedo, Deputada Constituinte: "Amélia Cavaleiro de Azevedo, uma democrata antes e depois de Abril".
Intervenções de Maximina Girão e Nassalete Miranda. Testemunhos de Aurora Pereira, Levi Guerra, Rui Amaral e Amândio de Azevedo.
A finalizar, José Carlos de Azevedo declamou um poema de Sophia, que, tal como Amélia de Azevedo, foi Deputada Constituinte pelo Círculo do Porto.
5º Colóquio, 16 de março, 16.00.17.00
Numa comunicação com o título "Maria Archer e Maria Lamas, o percurso de duas mulheres lutadoras" ,Ilda Figueiredo, Presidente da Direção do Conselho Português para a Paz, recordou as duas ilustres contemporâneas, na constante defesa da liberdade e da igualdade, que as levou ao exílio, destacando Maria Lamas como a primeira jornalista profissional no seu país.
6º Colóquio, 16 de março, 17.15.18.30
"Tributo a Ruth Escobar, a portuense que ajudou a mudar o Brasil"
Sobre Ruth Escobar, atriz, produtora, diretora artística, grande renovadora do teatro no Brasil, e primeira mulher eleita deputada a uma Assembleia Legislativa Estadual (no Estado de São Paulo), falaram um homem do teatro, José Caldas, um crítico de cinema, Danyel Guerra e a primeira mulher Vice-Presidente da Assembleia da República, Maria Manuela Aguiar..
Sessão de Encerramento, 31 de março, 17.00 - 18.30
No último colóquio, foram oradoras Isabel Henriques de Jesus (CICS. Nova /Faces de Eva) "De olhos bem abertos - Nótulas sobre Maria Archer, Eu e Elas", e Olga Archer (sobrinha neta de Maria Archer) "Recordar Maria Archer".
Uma mensagem de Blanche de Bonneval (antiga perita das Nações Unidas, PNUD), de quem a homenageada foi precetora e amiga, terminou os trabalhos, numa nota muito afetiva.
Seguiu-se um último convívio com artistas participantes na Exposição, no luminoso espaço arquitetónico, que foi casa de infância de Sophia de Mello Breyner e é hoje o Museu de Ciências Naturais, onde a Universidade do Porto acolheu as comemorações em memória de Maria Archer.
2021
1 - Ciclo de colóquios "Do Vaivém de gente ficam as histórias"
CICLO DE COLÓQUIOS
MIGRAÇÕES - DO VAIVÉM DE VIDAS FICARAM HISTÓRIAS"
O "Círculo Maria Archer", em parceria com a "Mulher Migrante - Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade" (AMM), promove um ciclo de três colóquios sobre a temática das migrações portuguesas, vistas através da Literatura.
É um convite à leitura coletiva da obra ímpar de Júlia Nery e à reflexão sobre questões que foram, igualmente, centrais no percurso e na escrita de Maria Archer, na sua visão do mundo lusófono e do espaço que as mulheres nele ocupam, ou devem e podem ocupar.
No ciclo de colóquios, por zoom, sobre os livros “Ei-los que partem”, “Pouca terra… pouca terra” e “Da Índia, com Amor”, se começa por abordar a
problemática da chamada "nova emigração" - a partida de jovens profissionais altamente qualificados, a perda de "talentos" - , para lançar, seguidamente, um olhar retrospetivo sobre a emigração tradicional - que, ao longo de séculos, despovoou o mundo rural, no continente e nas ilhas do Atlântico - e sobre o fenómeno da Expansão, determinante do êxodo sem fim, que deu origem às comunidades de cultura portuguesa e à “Diáspora".
Todas as sessões contam com a participação da Autora JÚLIA NÉRY e constituem, assim, momentos privilegiados de diálogo com ela.
Programa dos Colóquios
Sábado, 24 de abril, 17.00 -18.00
“EI-LOS QUE PARTEM”
Apresentação de Aida Baptista, seguida de debate moderado por Maria Manuela Aguiar
Sábado, 22 de maio, às 17.00-18.00
“POUCA TERRA...POUCA TERRA”
Apresentação de José Manuel da Costa Esteves, seguida de debate moderado por Graça Guedes
Moderadora: Graça Sousa Guedes
Sábado, 12 de junho, às 17.00 - 18.00
“DA ÍNDIA COM AMOR”
Apresentação de Aida Baptista, seguida de debate moderado por Ivone Ferreira
Com esta iniciativa, o "Círculo Maria Archer", coordenado por Maria Manuela Aguiar, se associa às comemorações do 25º aniversário de vida ativa da AMM, presidida por Graça Guedes, e presta homenagem à sua fundadora, Rita Gomes
2 -CICLO DE COLÓQUIOS !"ERA UMA VEZ..."
O Círculo de Culturas Lusófonas Maria Archer organizou online um ciclo de colóquios sobre o conto infantil, enquadrado na temática "Literatura e Migrações", em que procurou divulgar obras de autores da Lusofonia, de dentro e de fora de Portugal. Assim homenageou Maria Archer, na sua faceta de grande contadora de histórias (como sabemos pelo testemunha de sobrinhos e primos), e através de uma ou outra incursão no campo da literatura infantil e juvenil - como tantos outros escritores e jornalistas, em que se incluem Ana de Castro Osório, Natália Correia, Sophia de Mello Breyner, Érico Veríssimo, Luís Sepúlveda, Rosa Montero ou Vargas Llosa.
Programa dos Colóquios
sábado, 17 de julho, 17.00-18.00
O REI DA FLORESTA de Adela Figueiroa Panisse
Moderadora Ester de Sousa e Sá
Adela Panisse, nascida no Lugo, professora universitária, escritora e poetisa, apresentou uma das suas muitas publicações dedicadas aos netos. Uma história contada - e cantada - com talento e espontaneidade, que animou os participantes a fazerem perguntas e comentários, num animado debate
2ª-feira, 25 de julho, 17.00-18.00
A PRIMEIRA VEZ QUE VI NEVE de Manuela Marujo
Moderadora Aida Baptista
No Dia Internacional dos Avós, a autora falou do seu livro, como sendo um retorno ao mundo das crianças inspirado na sua infância.
Manuela Marujo é professora emérita da Universidade de Toronto, onde dirigiu o Departamento de Espanhol e Português, e uma figura marcante na comunidade portuguesa de Toronto e no universo da nossa Diáspora, co- fundadora dos movimentos internacionais designados por "A vez e a voz das Mulheres" e "A voz dos Avós". Com ela pudemos abordar o significado da sua narrativa, a motivação que a levou a escrevê-la, e, também, a sua visão e experiência de diálogo intergeracional num contexto migratório.
6ª feira, 24 de setembro
VIAGEM À RODA DE ÁFRICA de Maria Archer
Apresentação Maria Manuela Aguiar
Maria Archer esteve no centro do debate, com uma obra do seu início de percurso literário, na meia década de trinta. O que levou uma escritora e jornalista já famosa pela qualidade da sua prosa, realismo das suas personagens, pendor para o observação etnográfica e ousadia na defesa de causas fracturantes, a empreender uma digressão no universo encantatório das Letras para crianças? Partindo da leitura do que chamou um "romance de aventuras infantis" e dos motivos que a levaram a concebê-lo, escritores dos nossos dias relataram as suas próprias experiências nesse campo.
3º-feira, 16 de novembro, 17.00 -18.00
BELMIRO, O RATO DA BIBLIOTECA, de José Vaz
Moderadora Ester de Sousa e Sá
Neste e no colóquio seguinte, dois dos autores de publicações para os mais pequenos, que têm sido participantes assíduos nas iniciativas do CMA , aceitaram o desafio de fazerem a apresentação recíproca das suas obras. José Vaz, historiador, contista e autor de numerosos livros infantis incluídos no Plano Nacional de Leitura, deu-nos a conhecer o seu inteligente, curioso e muito humano rato Belmiro. com comentários de Ester de Sá e de muitos animadores de um longo debate.
6ª-feira, 3 de dezembro, 17.00-18.00
O GANSO PATOLA DO CABO AFRICANO de Ester de Sousa e Sá
Apresentação de José Vaz
Ester de Sousa e Sá, trouxe a debate a sua trilogia bilíngue juvenil (português/inglês) sobre um ganso patola africano em demanda de outras paragens. Esta fábula, saída da pena de uma emigrante em três países do sul de África, que foi apreciada pelo seu interesse literário, e, também didático, deu azo a um vivo debate sobre situações reais das nossas migrações
3 - Ciclo de colóquios "AS LETRAS NA DIÁSPORA"
Portugal é uma nação extra-territorial, que se expandiu, com a partida de milhões de homens e mulheres, em novos espaços culturais lusófonos. Vamos ao encontro dos escritores da Diáspora, ou da sua memória viva.
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