Quem proclamou esta verdade não foi o Dr Mário Soares, mas o Papa Francisco
Aguarda-se que aqueles estouvados rapazes do PSD e do CDS-PP. que rasgam as vestes da indignação perante os avisos do Dr Soares, se atrevam a criticar o Papa, que afinal vem dizer o mesmo, com meridiana clareza...
Recordar tempos idos... Falar do presente, também. E até, de quando em vez, arriscar vatícínios. Em vários domínios e não só no da política...
terça-feira, 26 de novembro de 2013
DE LOS ANGELES, EDMUNDO MACEDO
O NOSSO
BEETHOVEN FOI À SUÉCIA DAR RECITAL DE PIANO
Às tantas foi como se
no centro do estádio houvesse um piano e Beethoven tocasse um excerto sublime.
calorosamente às suas
casas, suando neles a lembrança indesejável do desaire mas repondo neles a
recordação de uma peça desportiva de grande espectáculo -- verdadeiramente uma peça difícil de tragar
para suecos e afinal, bem vistas as
coisas, exibição preciosa, gratíssima até, pois nem sempre aparece por ali um
Cristiano Ronaldo todo inclinado a oferecer o seu 'produto-para-sonhar', todo
propenso a dar show!
Não houve equívoco quando trouxeram ao mundo
Cristiano Ronaldo-para-o-futebol! Do mesmo modo,
ninguém se equivocou quando, por exemplo, trouxeram ao mundo Muhammad
Ali-para-o-box, Michael Jordan-para-o-basquetebol, Rosa
Mota-para-coleccionar-maratonas.
Quatro predestinados
desafiando os rigores da perfeição!
Irá recordando os
futebolistas portugueses de que lhes será legítimo alimentar todas as
esperanças desde que nunca desprezem todas as realidades.
21 de Novembro de
2013
Edmundo Macedo
Em 19 de Novembro de
2013 a selecção nacional de futebol foi à Suécia conquistar acesso ao Mundial
de 2014 no Brasil
viveu horas tao
refrescantes como a agua que brota das fontes de Sintra
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Aula Magna
Gostaria de ter estado lá, na 5ª feira... o eco do acontecimento chegou-me a milhares de quilómetros de distância.
Mário Soares salvou Portugal da catástrofe, em várias fases da nossa história. E ainda não desistiu de salvar a democracia ameaçada, uma vez mais. A democracia, o Estado de direito...
Mário Soares salvou Portugal da catástrofe, em várias fases da nossa história. E ainda não desistiu de salvar a democracia ameaçada, uma vez mais. A democracia, o Estado de direito...
General Ramalho Eanes
Justa homenagem ao General Ramalho Eanes. Se pudesse ter ido a Lisboa neste 25 de Novembro de 2013, não faltaria à homenagem que lhe foi prestada.
Nos tempos dramáticos que atravessámos, sem políticos à altura dos desafios que se colocam ao País, é preciso lembrar os que o conseguiram, em tempos igualmente difíceis.
Votei em Ramalho Eanes (apenas) na primeira eleição presidencial da nossa democracia. Reconheço, hoje, que foi o voto num Homem que é exemplo de cidadania e de coragem.
Nos tempos dramáticos que atravessámos, sem políticos à altura dos desafios que se colocam ao País, é preciso lembrar os que o conseguiram, em tempos igualmente difíceis.
Votei em Ramalho Eanes (apenas) na primeira eleição presidencial da nossa democracia. Reconheço, hoje, que foi o voto num Homem que é exemplo de cidadania e de coragem.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Sobre Rui Machete
Raras vezes me vejo do mesmo lado da barreira com o banqueiro Ulrich, mas descobri que sobre Rui Machete estamos de acordo.
Rui Machete, que eu conheço há muitas décadas, e de quem fui assessora num gabinete ministerial, é uma raridade neste governo - inteligente, culto, bem formado, bem intencionado e experiente. Não se está servindo da política, mas servindo o País.
Como fez à frente da FLAD.
Não se curvou perante a grande potência e soube sempre defender os interesses de Portugal .
Um exemplo para os desastrados "juniores" que nos governam - ou desgovernam...
Rui Machete, que eu conheço há muitas décadas, e de quem fui assessora num gabinete ministerial, é uma raridade neste governo - inteligente, culto, bem formado, bem intencionado e experiente. Não se está servindo da política, mas servindo o País.
Como fez à frente da FLAD.
Não se curvou perante a grande potência e soube sempre defender os interesses de Portugal .
Um exemplo para os desastrados "juniores" que nos governam - ou desgovernam...
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
totalitarismo animalesco
A proposta de A Cristas sobre o controlo estatal do número de animais que vivem em nossas casas, quintais ou quintas é assustadora... porque retrata a falta de senso e de bondade deste governo
Até um deputado do partido da senhora ministra falou a propósito de "fascismo higiénico".
Graça Franco na RTP Informação encontrou uma formulação inteligente para enquadrar as pulsões contraditórias que movem este estranho e perigoso colectivo que nos governa : "marxismo de direita"
Vontade de intervenção permanente...
Neste caso concreto, parece ter recuado, vergado pelo ridículo...
Até um deputado do partido da senhora ministra falou a propósito de "fascismo higiénico".
Graça Franco na RTP Informação encontrou uma formulação inteligente para enquadrar as pulsões contraditórias que movem este estranho e perigoso colectivo que nos governa : "marxismo de direita"
Vontade de intervenção permanente...
Neste caso concreto, parece ter recuado, vergado pelo ridículo...
terça-feira, 29 de outubro de 2013
A abrir o Encontro Mundial Mulheres da Diápora
Uma primeira palavra de agradecimento por estarem nesta reunião a que todos somos convocados por uma grande vontade de "fazer futuro" com as forças e as dinâmicas criadas pelo movimento constante das migrações.
É este o sentido que queremos dar a uma comemoração tão especial, porque, mesmo que nos permitamos alguns momentos de nostalgia na memória de pessoas e de acontecimentos, é, sobretudo, a visão prospectiva que nos motiva.
São 20 anos da "Mulher Migrante- Associação de Estudos, Cooperação e Solidariedade".
20 anos de intenso envolvimento na vida das comunidades da Diáspora, olhando a sua situação e o seu evoluir, através da acção, das perspectivas e projectos de mulheres, que estão, ainda quando não parecem estar, na base da sua construção e das suas profundas transformações.
20 anos de estudo: de apelo constante a um encontro de mundos, não muito fáceis de aproximar - o mundo do "saber de experiência feito" e o da investigação científica - que sempre, com excelentes resultados, procurámos pôr em diálogo nos numerosos congressos, colóquios, jornadas de reflexão, em que é pródigo este passado de duas décadas.
20 anos de cooperação e solidariedade com instituições de muitas comunidades e países e com sucessivos governos, no que poderemos chamar políticas de emigração, com uma componente fundamental de género..
Em Portugal, o embrião das políticas para a igualdade e promoção activa da cidadania, através da audição das mulheres da diáspora, vem de longe, da meia década de 80, podendo nós, por isso, reclamar neste domínio um inquestionável pioneirismo, em termos europeus e universais - mais um dos assomos de vanguardismo com que o nosso País surpreende os outros, de vez em quando...
Mas foi preciso esperar pelo início do século XXI para podermos falar de políticas desenvolvidas com caracter sistemático, no cumprimento assumido, dentro e fora do País, das tarefas que o legislador constitucional impõe ao Estado para promover o aprofundamento da democracia, que passa necessariamente pela efectiva igualdade para as mulheres na vida da República, ou "res publica".
Julgo que podemos afirmar que e emergência de um novo ciclo de políticas para a igualdade, se abriu com os " Encontros para a Cidadania - a igualdade entre homens e mulheres"., realizados em diferentes regiões do mundo, entre 2004 e 2009, e agora continuados em Encontros Mundiais de caracter periódico, numa parceria entre o Governo e a "sociedade civil", conforme o previsto na inédita Resolução nº 32/2010, proposta pelo então deputado pela Emigração José Cesário.
A AEMM, cujas fundadoras haviam estado, quase todas, na organização do 1º Encontro Mundial em 1985, ligou, de uma forma explícita, querida e afirmada, o seu destino a este processo histórico - e o tê-lo conseguido até ao presente reforça a vontade de se transcender em novas iniciativas e colaborações cívicas, levadas a cabo, como sempre aconteceu, em espírito de puro voluntariado e com o impulso de fortes convicções.
As políticas de género na emigração - e a AEMM pode bem testemunha-lo enquanto parceira de governos de diferentes quadrantes político partidários - são um exemplo de continuidade, de respeito pelos princípios constitucionais, vazados em boas práticas - uma continuidade que é coisa rara em Portugal, cuja vida pública é marcada pela tentação de destruir tudo o que vem do passado, por vezes até dentro do mesmo governo (com a simples mudança do titular da pasta), num quadro de permanente instabilidade, em rupturas e recomeços que significam tremendos desperdícios de meios e energias...
É, pois, muito bom poder, em contracorrente, nesta excepção à regra, prosseguir, com o Dr José Cesário, o trabalho encetado com o Dr. António Braga, com a Dra Maria Barroso. a Presidente dos Encontros para a Cidadania, grande cidadã Portuguesa, que nos deu a honra de connosco ter estado, como inspiradora e aliada, desde o início.
20 anos, a perseguir a utopia igualitária!
Utopia ainda, mas a permitir-nos falar em certezas de progresso, nas expressões femininas da cidadania, pondo em foco realizações e projectos, nos múltiplos domínios em que interagem com os homens no espaço nas comunidades do estrangeiro. Na verdade, o todo das comunidades, os homens, como as mulheres, não estão ausentes das nossas preocupações, porque o equilíbrio que desejamos é necessariamente construído também com eles`.
Utopia ainda, mas a permitir-nos falar em certezas de progresso, nas expressões femininas da cidadania, pondo em foco realizações e projectos, nos múltiplos domínios em que interagem com os homens no espaço nas comunidades do estrangeiro. Na verdade, o todo das comunidades, os homens, como as mulheres, não estão ausentes das nossas preocupações, porque o equilíbrio que desejamos é necessariamente construído também com eles`.
É a emigração toda que está no horizonte das nossas preocupações, nesta conjuntura dramática que atravessamos, perante um êxodo desmesurado em que as mulheres, pela primeira vez autonomamente, ombreiam com os homens, e os trabalhadores menos qualificados, com o melhor da "inteligentzia" nacional...
Os movimentos migratórios actuais criaram novos estereótipos. que levam à negação da existência, ou, melhor, da coexistência de uma emigração de perfil tradicional, num eterno recomeço... Portugal é o "País das migrações sem fim", como eu não deixei de lembrar nos tempos em que nascia a AEMM e em que a "classe política", se me posso permitir esta generalização, acreditava que a adesão à CEE, com a sua promessa de desenvolvimento imparável, pusera termo a um fenómeno até então considerado como inelutável...
Vamos agora, ao longo de dois dias de diálogo, reflectir e falar sobre a emigração feminina, sobre as jovens envolvidas nestas grandes vagas migratórias e, igualmente, sobre as que têm já um longo percurso nas comunidades, questionando a relação entre género e formas de expressão na política, no associativismo, nas artes, na prática empresarial...
É ainda cedo para sabermos se os que partem deixam o País para trás, ou o levam afectivamene consigo, se são "desistentes" ou "resistentes"...
É ainda cedo para sabermos se os que partem deixam o País para trás, ou o levam afectivamene consigo, se são "desistentes" ou "resistentes"...
As mulheres terão a palavra para fazer prognósticos sobre o seu futuro no movimento para o futuro das comunidades, enquanto parte integrante da nação portuguesa em diáspora.
Maria Manuela Aguiar
Maria Manuela Aguiar
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