Recordar tempos idos... Falar do presente, também. E até, de quando em vez, arriscar vatícínios. Em vários domínios e não só no da política...
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
A TAP CONTRA O PORTO E EU CONTRA A TAP
A ver o programa de informação da RTP 3, fico a saber que a TAP, nos voos intercontinentais que desviou do norte, pratica preços muito mais baixos a partir de Vigo do que a partir do Porto (mais de 700 euros de diferença). Contava Luis Costa, o comentador do programa, que um seu amigo portuense, escolheu viajar com a British por um preço intermédio.
Eu faço exatamente o mesmo, como meio de resistência cívica à companhia regional de Lisboa, que deixei de considerar nacional. Com a TAP, agora, só mesmo se não houver alternativa... Mas há!
Sempre que posso, vou com o grupo AIR FRANCE, quase sempre com a KLM, que é excelente e me permite revisitar, por umas horas, a lindíssima cidade de Amesterdão. Foi o que aconteceu em novembro passado, no trajeto Porto - Newark -Toronto - Porto, via Holanda. Custo do bilhete, com todas aquelas ligações: 750 euros.
Com a Tap ficava quase pelo dobro.
domingo, 29 de janeiro de 2017
TRUMP E TRUDEAU
Em comum, apenas o "T" no início dos apelidos.
Trump a banir refugiados muçulmanos por decreto presidencial. Trudeau a abrir, a todos esses refugiados, as portas do Canadá. Querem apostar quem ganhará o futuro?
É uma primeira lição para os que procuram, desde a primeira hora, "normalizar" Trump e o trumpismo. A tarefa vai revelar-se impossível, mesmo para os mais esforçados.
Tudo isto é medonho, desumano, atentatório do Direito internacional. Não faz o menor sentido e é apenas o começo...
Porquê os 7 países escolhidos na lista fatal? Porquê, se os líderes terroristas do 9 de setembro eram da Arábia Saudita, que nem consta dessa lista?...
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
2006 - COM MÁRIO SOARES, NA CAMPANHA PRESIDENCIAL
1 - Surpreendida com a última candidatura de Mário Soares à presidência, como toda a gente, mas, ao contrário de muitos portugueses de vários partidos, idades e profissões, encantada com a perspetiva de nele, por fim, votar, aceitei, sem hesitação, o convite que me foi feito para pertencer a uma daquelas alargadas comissões de apoio público e formal.
Digo "por fim", porque pertencia ao imenso mas "inquantificável" grupo de admiradores de Soares, que nunca o tinham votado nas urnas, fosse para o que fosse. Uma oportunidade de 25ª hora...
Um apoio subjetivamente gratificante por isso mesmo, mas objetivamente justificado, porque para esse cargo se deve escolher o que melhores atributos tem para representar o Povo e o Estado. E Mário Soares tinha-os, pela experiência do seu passado, pelo prestígio internacional do seu nome - neste nosso tempo, maior do que o do País... - e pela "pujança da sua velhice", que, em existindo, tende ser bem mais vigorosa, criativa e perfeita do que a pujança da juventude (e era o caso!).
2 -
domingo, 22 de janeiro de 2017
O grande DERROTADO DO VOTO POPULAR fala em DEVOLVER O PODER AO POVO!
Trump faz-me lembrar um boneco da minha infância, que dava quantas cambalhotas fosse preciso para ficar sempre em pé. Afirma tudo e o seu contrário. Mente como respira. Desmente os seus próprios "tweets", de um dia para o outro. O discurso inaugural foi um mero encadeamento de tweets, de "slogans" de campanha, que cabem, cada um por si, nas dimensões do twitter...
O mais divertido dos comentários ao 20 de janeiro de Trump foi feito, ontem, através das imagens com que encerrou "O Eixo do mal": imagens de Trump, plagiando Bane, o vilão de Batman, a gritar "giving it (the power) back to the people", seguida da versão original do próprio Bane a proclamar rigorosamente o mesmo: "giving it back to the people".
Os cibernautas não perdoam estas coisas, não há plagiador que resista...
Esquecendo o seu aspeto anedótico e atentando no conteúdo da frase dita pela criatura da vida real (tomara que fosse pura ficção, mas não é...) Donald Trump, mal conseguia acreditar no que via e ouvia: então ele, que o Povo derrotou, quer devolver o poder ao Povo? Devolver o poder ao Povo (o poder do seu voto, da sua voz) implicaria pôr Hillary na "Casa Branca"!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
De Adolfo a Donald - o mesmo slogan
Adolfo H.: "Deutschland uber alles" (a Alemanha acima de tudo")
Donald T.: "America first" (a América "em primeiro lugar" - ou "acima de tudo"...)
Separa-os um século - e ainda não sei bem o que mais - mas não o "leit-motiv" da campanha!
HILLARY!
Hoje deveria ter sido um dia histórico para a América e para o mundo: o dia da tomada de posse de uma Mulher como presidente dos Estados Unidos. Uma Mulher excecional, com uma longa carreira de quase meio século ao serviço de avanços civilizacionais, da luta pela dignidade de todos os seres humanos, pela igualdade (na mobilização dos mais marginalizados à participação cívica e democrática), pelo diálogo entre diferentes, entre credos e culturas, entre Povos e Nações. Nunca alguém mais experiente e mais qualificado em questões de política nacional e internacional se candidatara a uma eleição presidencial (afirmação de Barack Obama, mil vezes repetida ao longo da campanha, em 2016). Todavia, nunca também uma campanha americana foi tão vergonhosa e tão violenta, tão distorcida, tão alavancada em golpes baixos e mentiras (de Trump, himself!), tão falseada por interferências de inimigos externos (a Rússia de Putin!), ou de sabotadores internos (o FBI de Combey!) como esta foi. Hillary resistiu, com uma coragem espantosa, ganhou os debates, ganhou uma das duas Américas - aquela que admiramos pelos valores da liberdade, do humanismo e do multiculturalismo, a "América primeiro- mundo" - contra a América terceiro- mundista, paroquial e primitiva do Tea-party e da Ku Klux Klan. Hillary ganhou as eleições no voto popular, com mais de 3 milhões de votos de avanço sobre Trump. Hillary ganhou na desolação de todos os democratas do mundo, face aos resultados do anacrónico voto colegial, que atraiçoou o voto popular.
E vai ganhar o futuro sobre o descalabro da administração Trump.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
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