domingo, 23 de outubro de 2011

MAIA, 24 a 26 de Novembro - As novas migrações femininas, o seu passado, o seu futuro

Um Encontro Mundial em que se procura fazer a história das mulheres portuguesas na diáspora, com a preocupação de influenciar o curso da realidade actual.
Um olhar sobre o paradigma do "congressismo", herdado dos movimentos feministas de inícios do século XX, com a crença na força da palavra que esclarece, cria solidariedades e projecta acções.
Uma iniciativa da sociedade civil (Associação "Mulher Migrante", Universidade Aberta - CEMRI, Centro de Estudo das Migrações e Relações Internacionais, Fundação Pro Dignitate e Observatório dos Luso-descendentes), patrocinada pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e apoiada pela Câmara da Maia.
Mulheres e homens, com experiências de vida as mais diversas, envolvidos em reflexão e em debate sobre o fenómeno migratório, que hoje volta a crescer de uma forma desmesurada - como em outras fases, ao longo de séculos, mas agora com uma componente feminina em moldes inéditos.

As sessões de trabalho são abertas ao público.
Aqui fica o programa, com o convite à participação.

ENCONTRO MUNDIAL DE MULHERES PORTUGUESAS NA DIÁSPORA
Local: Fórum da Maia

5ª Feira, 24 de Novembro
21.00 - Inauguração des Exposições
21.30 - Feministas da Diáspora
Homenagem a Maria Lamas (oradora Maria Barroso) e a Maria Archer (Dina Botelho)
Introdução ao debate: "Síntese de Diversas Discussões na Unidade de Acção" (Salvato Trigo)
Moderadora: Nassalete Miranda

6ª Feira, 25 de Novembro
09.00 - Inscrição e entrega de documentos
09.30 - Abertura
Entidades oficiais. Participantes do Encontro (a indicar)
10.45 Pausa
11.00 - História das migrações portuguesas - A nova emigração feminina
Relação transnacional e mudança
Moderadora: Maria Beatriz Rocha Trindade
13.00 - Pausa
14.30 - História do Movimento Associativo – questões de género e de
geração
Moderadora: Rita Gomes
16.00 - Memória - entre o passado e o futuro
Testemunhos
O projecto “Ateliés da Memória”
Moderadora: Ana Paula Beja Horta
17.30 - Pausa
17.45 Novos domínios de afirmação da Mulher na Diáspora
Cidadania e Cultura
Moderadora: Isabel Pires de Lima

Sábado,26 de Novembro
09.00 - Trabalho e Empreendedorismo – no contexto da integração e do
regresso
Moderadora: Ortelinda Barros
11.00 - Pausa
11.15 - O “Congressismo” e as Políticas de Género na Emigração
Liderança e Participação
Moderadora: Joana Miranda
13.00 - Pausa
14.30 - Debate - Conclusões
Relatora: Maria Amélia Paiva
Moderadora Graça Guedes
16.00 - Pausa
16.30 - Encerramento
Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas
Presidente da Câmara Municipal da Maia
Associação Mulher Migrante

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Uma selecção sem classe!

O que eu previa...
No jogo a sério, fracasso sem apelo nem agravo. Ainda por cima, com o povo nórdico a gritar uns sulistas "olés"!...

Para dizer a verdade, a primeira coisa de que gostei na nossa equipa foi de uma trivela de Quaresma, pouco depois de entrar em campo, ao minuto 66. Mas Ronaldo, à boca da baliza, rematou por alto. E de pouco valeu o seu tardio golo de bola parada.

Uma sorte, aliás, não termos sofrido uma goleada, no reino da Dinamarca!

domingo, 9 de outubro de 2011

Raro acordo total com Rui Santos...

Sobre Ricardo Carvalho, Madaíl, e Bento, sobre as ausências de Bosingwé e Danny e outras esquisitas vicissitudes da vida da selecção...
Como se vê, Ricardo Carvalho faz muita falta... Não tem substituto à altura e nunca terá. O melhor central do mundo! Desde há muito e ainda agora.
É preciso ter muito pouca coisa debaixo do cabelo, para o tratar como um novato, um fungível, um insignificante. Até Rui Santos vem dizer que Bento não poria no banco um Ronaldo sem lhe dar uma palavra, uma satisfação. Pois não, não poria... Esqueceu-se que Carvalho é tão importante na defesa como Ronaldo na ofensiva. Ou talvez ainda mais...
Por mim, entre o melhor central do mundo e um vulgaríssimo Bento, resolvia o problema correndo com o medíocre.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

De partida para Budapest

A convite do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Hungria. Para debater sistemas de representação de emigrantes.
Um dos temas de estudo e, também, de luta política que tem preenchido a minha vida.
Óptima ocasião para ter uma visão do que se passa e do que se projecta na Europa, em particular na Europa de Leste. Excelente iniciativa do governo húngaro, em parceria com a Universidade e a Academia de Ciências, onde decorrerá a sessão. Aberta pelo Ministro, naturalmente.
O caso português é considerado interessante. E, apesar de tudo, numa perspectiva de direito comparado, até é!

Convite do Centro Republicano Democrático de Fânzeres

O Centro Republicano de Fânzeres foi um parceiro maior e assíduo das comemorações do Centenário da República em Espinho, nos meses em que fui Vereadora da Cultura da Autarquia e, por isso - e não só por isso! - foi com imenso prazer que recebi o convite para ser oradora na sessão solene que marca o 103º aniversário desta grande instituição gondomarensa, agora a viver nas suas novas e grandiosas instalações.
Outras razões determinantes de uma aceitação entusiástica: uma de ordem geral, que é a admiração pelo voluntariado e pelo associativismo; outro muito especial, pelo facto de ser gondomarense e de ter, nessa terra das minhas origens em longa fila de gerações, o lado mais republicano da família.
Embora nas sessões solenes não seja habitual introduzir o debate, pedi que isso fosse permitido, para melhor nos integrarmos no "espírito da época", essencialmente marcada, tal como a vejo, pela vontade de dialogar, de comunicar ideias e projectos e de incentivar o exercício da cidadania, antes de mais, pela palavra (a crença no poder da palavra a anunciar e a anteceder a acção para transformar a sociedade, através de um "novo homem"- e uma nova mulher!).
Mudar as mentalidades, mudar as estruturas para aceder à liberdade, igualdade e fraternidade, com o acento na vertente da educação - de massas - e da cultura, eis um aspecto fundamental da utopia republicana de inícios do século passado.
Num tempo em que, a meu ver, a "questão de regime" perdeu toda a sua modernidade, o desafio do desenvolvimento cultural (e da participação cívica) é ainda absolutamente actual.
Debate houve e que debate!
Com a intervenção da Drª Fina da Armada e com o meu conhecido pendor feminista - à maneira de Ana De Castro Osório e suas companheiras - largamente partilhado naquele salão do Centro Republicano, onde a Câmara de Gondomar e a Junta de Freguesia tinham, ambas, rostos femininos, não admira que o movimento das mulheres portuguesas do princípio de novecentos, acabasse por estar no centro das atenções.
Um feliz serão, a 4 de Outubro, em que constantemente pensava nesse tios de Gondomar. Tios bisavós - como Manuel Guedes Ferreira Ramos- ou tios avós, como António, Alexandre, Alberto Mendes Barbosa ou José Barbosa Ramos, que foram exemplo de cidadadania e intervenção política, pois não exitaram em arriscar a sua situação profissional e a sua vida, para lutar por ideais.
"O António no Aljube", "o Alberto no Aljube" são inscrições no verso de fotos antigas, escritas pela letra pequena e inclinada da Avó Maria (ela própria monárquica e conservadora), de que me recordo desde criança...
O Tio Manuel Guedes não viu o dia da revolução, mas os seus companheiros de luta, depois do 5 de Outubro, não o esqueceram e deram o seu nome à Praça do Município, em Gondomar. O Tio António, percorreu, no tempo de Sidónio, os caminhos do degredo em África. O Tio José, que era o mais jovem Conselheiro do STJ, juiz com uma carreira brilhante pela frente, foi aposentado compulsivamente, na era salazarista.
O Pai era monárquico, Regenerador, tal como as irmãs, incluindo a Avó Maria, e como o cunhado António Carlos, o meu Avô Aguiar.
Divididos apenas pela "questão de regime", esses antepassados, de que me orgulho por igual, souberam sempre debater ideias opostas e viver em plena harmonia social e afectiva.
Assim deve viver uma família, uma comunidade ou m País, não é verdade?

sábado, 3 de setembro de 2011

Os insondáveis designios de Bento

Um dos quais foi a convocatória de NUNO GOMES...para o banco!!!
Um jogador de enorme curriculum, convocado depois de uma longa ausência, num particular sem importância, não pode entrar em campo, ao menos por alguns minutos?
Nuno Gomes convocado para dar autógrafos, escreveu certa imprensa...


O BANCO DE BENTO...


Já repararam que depois de um golo de penalty (duvidoso), de um joguito medíocre contra uma medíocre equipa, Portugal melhorou, acabou goleando o Chipre com golos de dois jogadores que vieram do banco, para disputar os últimos 15 minutos?
Face ao despropósito das escolhas de Bento, parece que Ricardo até podia ter achado uma distinção ficar no banco. Era aí que estavam os melhores...