Recordar tempos idos... Falar do presente, também. E até, de quando em vez, arriscar vatícínios. Em vários domínios e não só no da política...
segunda-feira, 25 de junho de 2018
O HOMEM DO JOGO
Finalmente, Quaresma!
No seu primeiro jogo, como titular num Mundial, um golo fabuloso.
Gostei da atitude em campo, da trivela, e fora do campo, da entrevista. Sobre as mesquinhas declarações de Queiroz, uma expressiva recusa de comentar. Muito bem.
URUGUAI, MÉXICO E COLOMBIA BRILHAM NA RÚSSIA...
Nesta primeira fase do Mundial, só as equipas sul americanas me encantaram. O México (de Herrera e Quintero!), a Colômbia (depois que James Rofriguez entrou em campo) e, sobretudo a fantástica seleção do Uruguai. Também, a espaços, o grande Brasil, agora de Coutinho, não de Neimar.
Que pena, um duvidoso penalty ter roubado a Portugal o 1º lugar no grupo, dando-lhe como próximo adversário, precisamente, este Uruguai!!!
Sabemos que um dos atrativos do futebol é a imprevisibilidade dos resultados, as sempre possíveis vitórias dos "underdogs". Tem acontecido neste campeonato, com razoável abundância - e mais seria se, na 25ª hora, alemães, espanhóis, e outros, não tivessem marcado.
Mesmo jogando em casa, a Rússia era muito mais acessível...
Resta-nos confiar na sorte habitual de Fernando Santos. Contudo, se formos em frente, como todos desejamos, vou lamentar a pouca sorte dos geniais uruguaios como, obviamente, não lamentaria a dos russos, tão banais e desinteressantes - definitivamente "dispensáveis" do ponto de vista da emoção e da beleza do desporto.
quinta-feira, 7 de junho de 2018
DURVAL MARQUES
CONVITE
Jantar-Homenagem
"Durval Marques"
Sexta 15 de Junho de 2018
Estimados Compadres, Comadres e Amigos, Portugal e as Academias do Bacalhau de todo o mundo estão de luto.
O dia 10 de Junho de 1968 está histórica e afectivamente ligado à génese da fundação das Academias do Bacalhau, data em que o nosso querido e saudoso Compadre Durval Marques inaugurou oficialmente a primeira Academia em Joanesburgo, por tal razão designada de “Academia – Mãe” e se comemorou também pela primeira vez na África do Sul, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Meio século volvido e inesperadamente, Deus o levou. Mas a Família não se destrói pois uma parte dela fica invisível.
Pensa-se que a morte é uma ausência quando ela é apenas uma presença secreta. Pensa-se que ela cria uma distância infinita e afinal apenas suprime toda a distância porque o Céu não é só habitado por anjos ou por Deus, tornando-se assim a casa da nossa Família, num andar um pouquinho mais acima!
Bem-haja por tudo, querido e bom amigo Durval Marques. Sentimos muito a tua falta mas tem a certeza que a tua exemplar postura será sempre o rumo deste nosso “barco rabelo”, no qual continuarás a ser o seu fiel timoneiro .
A Direcção da Academia do Bacalhau do Porto, convida as suas comadres, compadres e amigos, para o Jantar de Homenagem que justa e merecidamente lhe vamos prestar, no próximo dia 15 de Junho, sexta-feira, na secular Quinta da Boucinha e no qual a nossa ilustre Comadre Maria Manuela Aguiar, ex-Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, que tão bem o conhecia e com ele partilhou muitos momentos, desenvolverá em sua memória, o tema particularmente relevante e tanto do seu agrado: “O papel da Mulher Migrante na Diáspora Portuguesa”.
quarta-feira, 6 de junho de 2018
NO CENTENÁRIO DE MEU PAI
NO CENTENÁRIO DE MEU PAI
Nascido a 6 de junho de 1918, faria hoje cem anos. Para comemorar a data, preparo uma reedição dos seus versos de juventude, prefaciada por notas biográficas e com testemunhos de quem teve a sorte de o conhecer de perto.
O trabalho vai progredindo, ainda que não ao ritmo desejável. Data limite: este ano de 2018.
Título provisório: "Poeta, de vez em quando"
terça-feira, 29 de maio de 2018
"MUNDO PORTUGUÊS" ANIVERSÁRIO
No 48º aniversário de O MUNDO PORTUGUÊS
Em janeiro de 1980, iniciei, enquanto responsável pelo pelouro das migrações, o que seria um longo caminho de colaboração com o "O Emigrante”, então, a completar a primeira década de uma vida intensa, focada na grande vaga de emigração para a Europa, com o propósito de ser a voz daqueles portugueses - os mais marginalizados e esquecidos, tanto pelo Estado (que obrigava a maioria a sair dramaticamente, "a salto"...), como pela sociedade e, até, pelos próprios "media" nacionais.
Desde sempre o vi como o aliado em que se podia confiar para trazer testemunho de situações individuais e da evolução da vida coletiva, e para levar a núcleos tão dispersos notícias do país, de uma democracia em progresso, e informações sobre o conteúdo novas leis, medidas e projetos que os afetavam diretamente - o que configurava, a meu ver, autêntico “serviço público”! .
No rol infindo das minhas memórias de partilha de ações concretas com O Emigrante- Mundo Português, recordarei três, que são prova evidente da identidade ou da vocação cívica e solidária de um periódico diferente dos outros:
A CRIAÇÃO DO CCP
O maior destaque vai para a sua participação, sobretudo através do Dr. Carlos Morais, no Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), desde o momento matricial. O CCP foi, em 1980/81, o instrumento de uma política de aproximação e diálogo do Governo, que visava dois objetivos tão inovadores quanto ambiciosos. O primeiro era o de constituir uma plataforma de encontro e cooperação entre portugueses, a nível mundial, e o segundo, não menos relevante, o de garantir uma representação específica das comunidades face ao Poder, complementando um sistema constitucional que apenas concedia aos expatriados o voto para a eleição de quatro deputados.
Este jornal não se limitou a fazer a história do nascimento do CCP como "instituição" pioneira, eleita pelo movimento associativo, e em que se integravam, numa secção autónoma, os "media" das Comunidades do estrangeiro. A transposição da lei para a realidade, da vontade do legislador para a vontade dos destinatários, foi uma aventura extraordinária, que começou pelo radical afrontamento entre emigração europeia, muito partidarizada, e a emigração transoceânica/Diáspora, e foi construindo, de debate em debate, democraticamente, uma comunidade de trabalho e destino, que soube incorporar as naturais divergências, que haveriam de persistir sempre. Foi num tal clima que a qualidade jornalística de "O Emigrante" granjeou aplauso unânime dos conselheiros! E até veio a ser considerado, também, por consenso, um verdadeiro “porta-voz do CCP!
E, de facto, no grande forum para a internacionalização ou globalização do associativismo português, o nosso primeiro "jornal global" era o que perfeitamente correspondia à sua dimensão e perspetivas
POLÍTICAS PARA A IGUALDADE DE GÉNERO
Num país que, ao longo de cinco séculos, sempre, discriminara as cidadãs portuguesas, proibindo ou dificultando as migrações femininas, a primeira medida positiva foi a realização, em 1985, do "1º Encontro Mundial de Mulheres Portuguesas no Associativismo e no Jornalismo" (por recomendação do CCP e para colmatar a quase total ausência de mulheres na composição desse órgão representativo e consultivo). "O Emigrante" esteve lá e, quando foi criada, em 1993, a associação de estudo, cooperação e solidariedade para com a "Mulher Migrante", foi, um dos seus sócios fundadores, através do seu Diretor Carlos Morais. Na sede do jornal se fez o lançamento público da nova organização, que viria a converter-se, a partir de 2005, em parceiro constante de sucessivos governos na execução de políticas para a igualdade nas Comunidades Portuguesas.
IGUALDADE DE DIREITOS POLÍTICOS
Uma das principais recomendações reiteradas do Conselho era o alargamento dos direitos políticos dos emigrantes, e, sobretudo o voto na eleição do Presidente da República. "O Mundo Português tomou a iniciativa de lançar uma campanha universal pela reivindicação desse direito. Com leitores em todos os continentes, quem o poderia fazer com a mesma abrangência?
Quando o voto foi, finalmente alcançado, na revisão constitucional de 1997, pode, pois, reclamar vitória, em nome dos cidadãos das comunidades!
O meu abraço de parabéns ao "Mundo Português", por ser, há 48 anos, como o quiseram os seus fundadores, um “jornal de grandes causas.”
A HORA DE DEFENDER O FUTEBOL PORTUGUÊS
1 -O tema violência no futebol tomou conta dos "media" e, em especial das televisões, desde a invasão da Academia de Alcochete e das cenas de terror perpetradas, ao que tudo indica, por membros de claques leoninas. Coisa jamais vista, até porque foi repetida e abundantemente "vista" em imagens, que correram o mundo e envergonharam o país. Para o presidente do Sporting foi apenas um acontecimento "chato", mas dentro da normalidade porque; segundo ele, "o crime faz parte do dia a dia".
Não, não faz!. Foi um ato de "selvajaria", para usar o termo usado pelo Primeiro-Ministro, um ato que chocou, antes de mais, pela sua anormalidade.
Vamos separar as águas...
Nesta crise, que abala o SCP, eu distinguiria o que é, e o que não é, suscetível de generalização ao futebol como um todo.
É-o toda a problemática do "hooliganismo" à portuguesa, enraizado nas claques. É preciso combatê-lo, implacavelmente. Não sei se a "Alta Autoridade para a Violência no Desporto", de que fala o Governo, pode acrescentar alguma mais valia... Essencial, sim, me parece o escrutínio dos registos de filiação nas claques, a exclusão de todos os cadastrados, a condenação destes crimes, com sanções pesadas e com a interdição absoluta de entrada nos estádios. Todavia, nem só de penas dissuasoras se faz a prevenção do crime, que deve partir da consciencialização dos dirigentes clubistas, do seu empenho em fazer a pedagogia dos valores desportivos e da lisura de comportamentos, que o emblema do clube exige.
A Inglaterra teve, há décadas, o problema e resolveu-o. É um "case study". Sugiro que comecem por o estudar...
Também a suspeita de fenómenos de corrupção agitou, entre nós, a época 2017/18. Não é vício exclusivo deste domínio - existe onde há poder, onde há dinheiro, e, no futebol, há ambos. Não atinge tudo e todos, mas está a ser objeto de investigações múltiplas e praticamente inéditas na liga principal - ao caso mais antigo dos "e- mails" do SLB, junta-se, agora, a suspeita de compra de árbitros e jogadores, por parte de colaboradores próximos de Bruno de Carvalho.
A coexistência do "futebol-negócio" com o "futebol-desporto, é um sinal dos tempos. Contudo, isso não pode, de modo algum, significar negócios escuros, tráfico de influências, viciação de resultados. A ser verdade o que é, para já, suspeita, trata-se de uma situação dantesca, de um verdadeiro cataclismo! Há que aguardar...
2 - Admitindo que o "hooliganismo" do "comando" invasor da Academia ultrapassou os níveis de violência antes registados entre nós (e deixando em suspenso a hipótese de envolvimento em processos de corrupção), olhemos o que de singular e específico apresenta o drama que o Sporting vive
Aparentemente, é um problema tão personalizado. que, se aqueles outros tiverem solução, pode ser fácil de resolver. Bastará para tal, a remoção de um só homem, que é cada vez mais, um homem só: o presidente Bruno de Carvalho. O dirigente desportivo que, numa inconcebível entrevista ao Expresso, revelou a sua crença na máxima de um tio-avô (excêntrico, sim, mas muito respeitado e a não confundir com o descendente) : "Para ter sucesso, a primeira coisa é criar fama de maluco. Depois, é só mantê-la".
A essa fama Bruno de Carvalho fez jus, inteiramente. Só ela lhe terá permitido sobreviver às mais bizarras e insensatas atitudes contra antigos dirigentes do clube, contra treinadores de excelência, como Jardim e Marco Silva, contra os associados, que dele simplesmente discordaram, e, agora, até contra todo o plantel,contra Jorge Jesus!.
Sucesso, porém, não conseguiu, bem pelo contrário - o populista terá perdido o seu povo e o clube, com ele, caminha para o abismo. Insolitamente, a cultura de agressividade exacerbada, a incontinência verbal, com que, de início, zurzia o inimigo externo, os competidores, foi resvalando para o interior do clube, em contornos de "guerra civil", como alguém lhe chamou. Quem poderá aceitar que todo o plantel seja objeto de públicos insultos, de ameaças de procedimento disciplinar e suspensão, numa fase crucial da época, ainda com tudo o que havia de mais importante para ganhar - Campeonato, acesso à "Champions" e Taça de Portugal?
Quem poderá aceitar que passem sem uma palavra de censura do presidente, o lançamento, por claques do clube, de tochas sobre a baliza de Rui Patrício, no último jogo em casa. ou as tentativas de ataque na garagem de Alvalade, após o regresso da Madeira? Quem poderá aceitar, que, perante a sucessão de atos de violência impunes, ele, o presidente, não tenha acautelado, com reforços, a segurança dos jogadores nas instalações de Alcochete? Quem poderá aceitar que nem desculpas tenha pedido, pelas agressões de que foram vítimas jogadores, técnicos e funcionários do clube?
Ele não se demite, mas tem de ser demitido. Obviamente.
3 - É durante estas tempestades mediáticas que, em Portugal, caem sobre o futebol, (sempre avassaladoras e passageiras, deixando, quando passam, tudo como dantes...) que se deve procurar o equilíbrio na avaliação do que corre bem e do que é preciso alterar radicalmente.
Não nos esqueçamos, no futuro, de implementar a mudança, e não desvalorizemos, no turbilhão do presente, o que há de admirável no nosso futebol, em geral, e no SCP, em particular. Nenhum clube deu mais jogadores á nossa seleção campeã da Europa do que o Sporting! Patrício e William de Carvalho, alvos preferenciais da fúria das claques, foram dos que mais brilhante contributo deram para a vitória histórica, em Paris.
Da sua formação saíram talentos como Figo ou Ronaldo, Quaresma...
Lembremos que, em todos os continentes, há jogadores, treinadores e técnicos de futebol portugueses, que nos colocam à altura das grandes potências do desporto, como não acontece em outros domínios.
Lembremos o campeonato da Europa de futebol, por nós organizado,que foi um fantástico exemplo de competência, de convívio entusiástico e pacífico de adeptos, dentro e fora dos estádios, que nem a derrota de Portugal no último jogo pôs minimamente em causa!
Para mim, que não sou adepta do SCP, esta é a hora de manifestar solidariedade aos jogadores do clube, e a Jorge Jesus pelo seu exemplo de profissionalismo e pela coragem de estarem presentes na final da Taça. Qualquer que seja o resultado do jogo, eles já ganharam!
17 de maio
Milénio Stadium - Toronto
domingo, 20 de maio de 2018
EUROPEANS LIVING ABROAD - RESOLUTION 1696 (2009) 1
Resolution 1696 (2009)1
Engaging European diasporas: the need for governmental and intergovernmental responses
1. Migration from other continents and from eastern to western Europe has long existed and will continue to spread as long as disparities persist between living standards, incomes and political situations. However, policies to manage the many challenges and opportunities that emerge with these movements have not kept pace with the development of this phenomenon.
2. The Parliamentary Assembly has been engaged in dealing with the issue of Europeans living abroad and their links to their homelands for the last fifteen years. It regrets that in the particular aspect of the establishment of links with European diaspora communities, policy making has been lacking.
3. There is nevertheless a growing understanding in Europe that labour mobility, if well managed, can be advantageous both for destination countries and countries of origin. How best to manage mobility, multiple identities and diversity in a way that can maximise engagement of diasporas both in countries of origin and host countries is a challenge that governments need to tackle today.
4. The Assembly considers it essential to strike and maintain a proper balance between the process of integration in the host societies and the links with the country of origin. It is convinced that seeing migrants as political actors and not only as workers or economic actors enhances the recognition of their capacity in the promotion and transference of democratic values. The right to vote and be elected in host countries and the opportunity to take part in democratically governed European non-governmental organisations can enable diasporas to endorse an accountable and democratic system of governance in their home countries. Policies that grant migrants rights and obligations arising from their status as citizens or residents in both countries should therefore be encouraged.
5. The Assembly regrets that, notwithstanding its long-standing calls to revise the existing models of relations between expatriates and their countries of origin, relations between member states of the Council of Europe and their diasporas are far from being harmonised. Many member states from central and eastern Europe are only beginning to recognise the potential development and other benefits of engaging their diasporas in a more institutionalised manner, especially in the context of the current global economic crisis.
6. The Assembly reiterates that it is in the interest of member states to ensure that their diasporas continue to actively exercise the rights linked to their nationality and contribute in a variety of ways to the political, economic, social and cultural development of their countries of origin. It is convinced that globalisation and growing migration may have an impact on host countries in many positive ways by contributing to building diverse, tolerant and multicultural societies.
7. The Assembly acknowledges that states have particular responsibilities towards their expatriate communities where such communities form a significant national minority in another state. However, it disapproves of all forms of political manipulation of diaspora communities, including as a means of promoting expansionist policies. For example, the Assembly maintains that any large-scale “passportisation” should be regulated by bilateral agreements between the states concerned and must abide by the principles of international law.
8. In the light of the above, the Assembly calls on the member states of the Council of Europe to focus on elaborating migration policies that are comprehensive and regard diasporas as vectors of development, to promote an institutional role for diasporas through dialogue and regular consultation and to offer policy incentives to diaspora communities or representatives willing to engage in homeland development.
9. In particular, the Assembly encourages member states, as countries of origin, to adopt the following policy incentives:
9.1. civil and political incentives:
9.1.1. develop institutions and elaborate policies for maximum harmonisation of the political, economic, social and cultural rights of diasporas with those of the native population;
9.1.2. ease the acquisition or maintenance of voting rights by offering out-of-country voting at national elections;
9.1.3. involve diasporas in policy making, in particular concerning the issues of nationality and citizenship, as well as political, economic, social and cultural rights;
9.1.4. gather information on nationals living abroad and allow them to have their own representation in domestic politics, through the creation of ministries of representation for diasporas;
9.1.5. use the channel of embassies and consulates abroad to build confidence with diasporas through the provision of specific services and useful information;
9.1.6. promote diaspora networks and associations by drawing up a road map for supporting their establishment, and discuss the ways in which home and host countries can become active partners with diaspora networks;
9.2. fostering return:
9.2.1. put in place policies to encourage permanent or temporary return and promote “brain gain”;
9.2.2. create all necessary conditions for diasporas willing to return to their home countries to foster adaptation and ensure full enjoyment of their tax, retirement and other economic benefits;
9.2.3. facilitate the movement of diasporas (multiple-entry visas, long-term residence permits, entry concessions for diasporas with host country nationality);
9.3. encourage remittance flows through proactive legislative and regulatory policies, which avoid the application of double taxation, create proper legal and regulatory frameworks allowing effective use to be made of remittances in various investment areas and link remittances to other financial services (savings accounts, loans, social insurance, etc.);
9.4. promote diasporas’ entrepreneurship through transparent customs and import incentives, access to special economic zones and to foreign currency accounts, and inform them about investment opportunities;
9.5. develop policies for bona fide recognition of diplomas and certificates obtained outside the country of origin.
10. The Assembly encourages member states, as countries of destination, to:
10.1. review migration policies with a view to according migrants greater rights and obligations, harmonising as much as possible the rights of non-citizen diasporas with those of citizens in the host countries;
10.2. consider the possibility of granting migrant workers the right to vote and to stand in local and regional elections after a residence period of five years;
10.3. adopt a more flexible legal framework that offers regular migrants the possibility of unrestricted movement between country of origin and destination country, while preserving their immigrant status in the destination country;
10.4. elaborate policies allowing migrants to participate in the development process in countries of origin; promote training and capacity-building programmes, transfer of competence, know-how and flows of foreign capital and conduct development projects coupled with development aid;
10.5. actively involve members of diaspora communities in the elaboration of integration programmes for labour migrants.
11. The Assembly encourages the international community, and in particular the International Organization for Migration (IOM) and the International Labour Organization (ILO), to stay actively involved in the issues relating to diasporas and development. In particular, it calls upon relevant partner organisations to:
11.1. clarify the different concepts, classifications and definitions concerning diasporas with a view to harmonising the concept at European level, taking into account the evolving and dynamic nature of the concept of diaspora;
11.2. facilitate collaboration between diaspora organisations, including professional organisations, and other European development non-governmental organisations through incentives such as partnership funds, which could make it possible for the mainstream development agencies and the diasporas to engage with each other;
11.3. encourage collaboration among academic institutions and support international research projects related to diasporas and the migration-development nexus issues.
1. Text adopted by the Standing Committee, acting on behalf of the Assembly, on 20 November 2009 (see Doc. 12076, report of the Committee on Migration, Refugees and Population, rapporteur: Mrs Bilozir). See also Recommendation 1890 (2009)
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